quarta-feira, 11 de abril de 2012

Preços altos afastam os "consumidores"

A diretoria do Figueirense realmente acha ou acredita que o Scarpelli estará lotado contra o "poderoso" Camboriú, no próximo domingo, às 16 horas, cobrando ingressos nos valores de 50 e 100 reais do torcedor alvinegro? Nunca, jamais e em hipótese alguma isso vai acontecer, infelizmente. Teremos um público composto por 97% de sócios e no máximo 100 ou 200 ingressos vendidos.

Desta vez custava fazer uma promoção de ingressos - baixar para a metade ou diminuir para 30 reais - em apenas um joguinho em casa? É muita falta de vontade de querer ver novamente o torcedor do Figueirense no estádio, incrível.

Fiz um levantamento, baseando-me nas súmulas das partidas, as quais contém as informações da quantidade de ingressos comercializados, e constatei que até o presente momento o total de ingressos vendidos pelo Figueirense, nos jogos realizados no Scarpelli, foi de apenas 5.007.

Isso mesmo, em oito jogos foram comercializados apenas 5.007 ingressos, o que dá uma média de 625 ingressos vendidos por jogo. Se tirarmos do clássico, já que a quantidade de ingressos vendidos aumenta em virtude da comercialização em maior número aos torcedores do outro time, o total de ingressos vendidos, em sete jogos, é de apenas 2.331 ingressos, o que dá uma média de 333 ingressos vendidos.

Quanto ao aspecto financeiro, o total arrecadado, em oito jogos, foi R$176,175,00, o que dá uma média de R$22.021,87 por jogo. Entretanto, se tirarmos o que foi arrecadado no clássico, em sete jogos temos o montante de R$77.800,00, o que dá uma média de R$11.114,28 por jogo.

Não há como contrariar os números, pois ter uma média de 333 ingressos vendidos e arrecadar apenas R$11.114,28 por jogo (sem o clássico) é, sem dúvida, jogar dinheiro fora. Tenho certeza que, se os valores dos ingressos fossem menores, o número de ingressos comercializados seria maior e, consequentemente, da mesma forma a arrecadação também seria maior.

O Figueirense só consegue arrecadar um valor considerável na venda de ingressos quando é clássico, até porque no mínimo 1 mil ou 1.5 mil ingressos são vendidos para os torcedores (sofredores) do time do mangue, e principalmente quando do outro lado estão adversários do nível de um Flamengo, Corinthians, Inter, Grêmio etc, que conseguem levar no mínimo 3 mil ou 3.5 mil torcedores ao Scarpelli. Aí sim, neste caso, o Figueirense consegue arrecadar bastante com a venda de ingressos.

Esses torcedores, como vão vê-los no máximo uma ou duas vezes no ano, não se preocupam muito em pagar 50 ou 100 reais para assistir in loco o jogo de seus times. A diferença é que os torcedores alvinegros têm no mínimo trinta jogos em casa para acompanhar durante uma temporada, e com isso o preço dos ingressos acabam se tornando muito salgados para eles.

Não vou me alongar mais neste assunto...

terça-feira, 10 de abril de 2012

Tragédia anunciada


"Se eu fosse o Branco, nestas duas rodadas que teremos pelo frente, colocaria em campo os jogadores que ainda não tiveram oportunidades de jogar,e ainda por cima pouparia todos aqueles que têm uma pequena ameaça de lesão. Não se pode dar sopa ao azar. Duas semanas é um bom tempo para que todos se recuperem, caso realmente estejam lesionados. Não há razão para forçar agora, estamos classificados, melhor deixar para a fase final do campeonato. Aí, sim, todo esforço será válido". (Fonte)

O texto, acima citado, modéstia parte foi escrito por mim há aproximadamente uma semana, mais precisamente no dia 4 de abril. Hoje, no entanto, o Figueirense trouxe a informação, por intermédio de sua assessoria, que o atacante Júlio César ficará de 15 a 20 dias afastado dos gramados, se recuperando no departamento médico do clube, por causa de um estiramento de grau 1 que sofreu na partida contra o Brusque, domingo passado.

Que beleza, heim? Uma tragédia totalmente anunciada, que estava mais do que na cara de que poderia acontecer, e que aconteceu. Perder o atacante titular da equipe no momento mais importante do campeonato é uma falha absurda da comissão técnica da equipe. Qual a razão para terem colocado ele em campo diante do Brusque? Ou melhor, qual a necessidade de terem levado ele para este jogo? Nenhuma.

Contra a Chapecoense, se não me falha à memória, o Júlio César foi substituído e/ou permaneceu em campo contundido. No jogo seguinte, contra o Criciúma, ele foi poupado e sequer viajou com a delegação. No clássico ele jogou, mas sentiu novamente uma lesão - não sei exatamente qual foi a lesão que ele sentiu - e acabou sendo substituído no segundo tempo. Só que desta vez, ao invés de pouparem ele contra o Brusque, num jogo sem riscos, ou melhor, de risco de contusões não, levaram ele, escalaram como titular, sentiu uma lesão e agora vai ficar 15 dias de molho, em tratamento.

Não quero dar uma de vidente e com isso ser o dono da razão, muito pelo contrário, não é do meu feitio tratar as coisas dessa forma, mas não há como negar, todavia, que a decisão da comissão técnica do Figueirense, de levar o Júlio César a Brusque foi, no mínimo, imprudente.

Porra, contra o Brusque? Se fosse uma final ou até mesmo uma semifinal tudo bem, faz sentido, ele tinha que entrar em campo e ponto final, mas contra o rebaixado e fraco time do Brusque NÃO.


Erraram, e erraram feio, agora arquem com as consequências.

Fórmula medonha

Não há porque reclamar da fórmula de disputa do campeonato catarinense, sendo você torcedor do Figueirense ou de outro time qualquer. A fórmula é excelente ora bolas, premia o melhor, aquele time que fez mais pontos, que foi mais regular, que realmente mereceu o título face os resultados obtidos dentro de campo. Ou será que eu estou equivocado no meu ponto de vista?

Os dirigentes sabem o que fazem. Quando eles se sentaram ao redor de uma mesa para definir a fórmula do campeonato desse ano e do ano anterior, não tenho dúvidas de que eles sabiam o que estavam fazendo. São uns gênios. Merecem o reconhecimento de todos, inclusive de nós, torcedores.

Agora, falando sério: Do que adianta vencer o primeiro turno e também o segundo turno de um campeonato como o catarinense? Nada, absolutamente nada. Ter a vantagem de jogar por dois resultados iguais nas semifinais e de decidir em casa o segundo jogo é extremamente relativo. Aquilo que fora feito em 18 rodadas é simplesmente deixado de lado, uma vez que tudo pode acontecer em apenas 180 minutos, ou até mesmo em 90 minutos (um jogo), se, por exemplo, ocorrer um imprevisto gigantesco na primeira partida da semifinal. Nunca se sabe.

Nosso time conquistou o primeiro turno e provavelmente conquistará, também, o segundo, com sobras, porém, mesmo assim o Figueirense não será o campeão do campeonato catarinense, já que a fórmula é simplesmente ridícula. É, certamente, o único campeonato em que o vencedor de dois turnos não ganha o título da competição de forma antecipada. Definitivamente, podemos chegar a seguinte conclusão: O campeonato catarinense não premia a regularidade, não premia o time que fez a melhor campanha e não premia quem obteve as melhores estatísticas.

O campeonato paulista também tem mata-mata, só que a diferença é que lá acontece apenas um turno; oito times se classificam e depois se enfrentam na fase final. É outro campeonato que, também, não premia a regularidade. O São Paulo, que é o líder da competição, e que tem 43 pontos, hoje pegaria a Ponte Preta, oitava colocada, com 28 pontos, ou seja, 15 pontos de diferença entre as duas equipes. No entanto, como lá o mata-mata será decidido em apenas um jogo - somente a final terá dois jogos -, a Ponte, que tem 15 pontos a menos do que o São Paulo, pode eliminá-los numa única partida e com isso avançar na competição. Injusto!

No campeonato carioca, que tem dois turnos, da mesma forma que o catarinense, o campeão do turno, entretanto, se for campeão do returno, conquista o campeonato de forma antecipada, sem a necessidade de semifinal, final ou seja lá o que for. Mas, se houver um time campeão do turno e outro do returno, neste caso os dois se enfrentam numa final para decidir o título da competição. Justo!

O campeonato catarinense é uma bagunça, em todos os sentidos, e os grandes culpados são os dirigentes dos clubes, que, sabe-se lá porque, aprovaram uma fórmula de disputa como essa. Entra ano e sai ano, mas eles não aprendem. O que será que se passa na cabeça deles? Duvido, e como, que a emissora detentora dos direitos de transmissão do campeonato não tenha nada a ver com a história.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Para cumprir tabela

Primeiramente, antes de falar sobre o jogo entre Brusque e Figueirense, gostaria de manifestar minha indignação com a emissora detentora dos direitos de transmissão do campeonato catarinense, que ao invés de mostrar, às 16:00, um jogo do nosso campeonato não, preferiu mostrar ao vivo, para todo o Estado, a partida entre Botafogo e Friburguense válida pelo campeonato carioca.

Parabéns! É isso aí! Vejo que a cada dia que passa estamos indo para um caminho sem volta. Nosso Estado, como dizem, nunca vai deixar de ser o 0 da BR101. Sabem por quê? Porque não permitem, ou melhor, existe uma determinada emissora que, infelizmente,  não permite que um dia isso aconteça. Muito pelo contrário, o papel dessa emissora, ao que tudo indica, é desconfigurar, tentar modificar forçadamente a cultura de nosso Estado, para transformá-la em algo que eles acham que tem que ser. E estão conseguindo.

Mas vamos falar do campeonato catarinense, o qual muito em breve tende a ser chamado de campeonato cataruchoense? Bom, pelo menos lá em Chapecó tenho certeza que a maioria das pessoas vêem com bons olhos essa possibilidade.

Ontem (domingo), o Figueirense foi à Brusque e venceu por 2 a 1 uma das equipes rebaixadas da competição. O time da casa surpreendentemente saiu na frente, abriu o placar na primeira etapa, mas no segundo tempo o alvinegro conseguiu empatar e depois virar o jogo, com Aloísio e Roni, respectivamente.

Sobre o jogo, em si, não há muito o que falar. Sinceramente não prestei atenção naquilo que aconteceu nos 90 minutos de bola rolando. O que mais chamou atenção, na verdade, foi o momento em que o árbitro Jefferson Schmidt do nada parou a partida, com 10 ou 15 minutos do primeiro tempo, pois no estádio não havia uma ambulância. O jogo só foi reiniciando quando uma ambulância chegou. Que várzea!

Uma coisa que me deixou chateado, e eu tinha dito isso aqui no blog na semana passada, foi o fato do Branco não ter poupado, por exemplo, o Júlio César, que já havia deixado o clássico meio que "baleado" e não tinha que ter jogado contra o Brusque. Ontem ele saiu de campo logo no início do segundo tempo, lesionado. Em relação àqueles jogadores que estavam pendurados tudo bem, tinham realmente que jogar e, se possível, como foi o caso, levar o terceiro cartão amarelo para cumprir suspensão diante do Camboriú, mas no caso do Júlio César, no meu ponto de vista, não precisava tê-lo colocado em campo.

Com a vitória para cima do Brusque, e principalmente diante dos resultados nos outros jogos da rodada, o Figueirense reassumiu a liderança do returno e confirmou de uma vez por todas a primeira colocação na classificação geral do campeonato catarinense.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Troféu "Mico do Ano"


Uma imagem vale mais do que mil palavras. Mas neste caso, com a palavra, Eduardo Uram, homem forte do Figueirense e dono da Brazil Soccer:

"O Mario (Saldívar) é um jogador de qualidade que jogará num grande clube brasileiro. O Figueirense é um grande clube brasileiro, mas não quer dizer que ele vá jogar lá. Também não está descartada a hipótese. (...) É um jogador da seleção paraguaia muito promissor. É rápido, ofensivo, mas com muita qualidade na defesa. Eu dificilmente erro com laterais-direito. Vide Daniel Alves, Leonardo Moura, Lucas, o próprio Bruno. Acho que acertei em mais um". (Fonte)

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Até quando?


Até quando a diretoria do Figueirense vai permanecer calada (juridicamente) em relação àquilo que o Lennysionado vem falando publicamente, principalmente à imprensa do eixo Rio-São Paulo, sobre a conduta dos profissionais que fazem parte do departamento médico do clube?

As declarações do Marcos Moura Teixeira, diretor de futebol do Figueirense, em nome do clube, muito bem ditas e esclarecidas, diga-se de passagem, a partir de agora têm que ser usadas e transformadas em algo prático pelo departamento jurídico do clube.  

O cara não tem caráter, é um péssimo profissional, nunca passou de uma eterna promessa do Fluminense, e que atualmente nada mais é do que reserva do Boavista, com todo o respeito, um time de terceiro escalão do futebol carioca, lanterna do campeonato estadual.

O Lennysionado deveria perguntar ao Naldo, zagueiro do Werder Bremen, com diversas passagens pela seleção brasileira, o porquê dele ter feito a recuperação de uma cirurgia no joelho nas dependências do centro de treinamento do Figueirense:

"Estou me sentindo bem e está tudo certo com a recuperação. Não vejo a hora de ser liberado pelo departamento médico para voltar a atuar. (...) Sempre ouvi coisas boas sobre a estrutura do clube e nesse tempo que passei aqui me recuperando só tenho que agradecer a todos os profissionais, que sempre me trataram muito bem". (Fonte)

"Comecei a recuperação aqui esta semana, o meu empresário já conhecia a estrutura do Figueirense e me indicou. Está sendo muito bom realizar a recuperação aqui. Estou sendo muito bem tratado". (Fonte)

Espero que a diretoria do Figueirense tome uma atitude séria, mas séria mesmo, face as declarações deste jogadorzinho de quinta categoria, o qual simplesmente está denegrindo a imagem do clube e de seus profissionais. E que o fato dele ser um jogador da Brazil Soccer não esteja causando desconforto para que isso seja realmente feito.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Um pouco de verdade sobre o "trem pagador" do campeonato catarinense

Vocês sabem por que o Joinville é considerado pela emissora gaudéria - que fique bem claro isso - o "trem pagador" do futebol catarinense? Vou lhes explicar, e prometo ser breve.

Segundo fora informado pelo site FutebolSC, o Figueirense tem a maior média de público do campeonato catarinense, com cerca de 8.259 torcedores por jogo; enquanto que o Joinville vem logo em seguida, com uma média de 8.181 torcedores por jogo. (Fonte)

Baseado nos dados acima apresentados, na prática quem deveria ter uma arrecadação maior é o Figueirense, porém não é bem isso que acontece, pois ao que parece quem "arrecada" mais é o Joinville. Vejam só:

O Figueirense, diferentemente do Joinville, nos jogos realizados no Scarpelli tem um público presente que gira em torno de 90 a 95% de sócios; já o time da cidade do balé, nos jogos realizados na Arena, tem uma média de aproximadamente 60% de sócios. Esse detalhe, que para muitos passa desapercebido, no final das contas acaba definindo o valor que cada clube arrecada por partida realizada em seus domínios.

Para quem não faz ideia de como se chega ao valor arrecadado nos jogos do campeonato catarinense, cada sócio presente no estádio, independentemente do clube, ou do local do jogo, na súmula o valor do "ingresso" equivale a 10 reais. Ou seja, eu, que sou sócio do Figueirense, quando vou a um jogo no Scarpelli "pago" apenas 10 reais, nem mais nem menos. Um torcedor, que é estudante, e que compra um ingresso no setor mais barato do Scarpelli, por conseguinte acaba pagando mais do que eu, que sou sócio.

Vou tirar como exemplo os jogos entre Figueirense e Joinville; tanto lá em Joinville como aqui, em Florianópolis.

Em Joinville, o público total foi de 8.312 torcedores, sendo que 6.056 foram sócios e 2.256 foram torcedores que compraram ingressos. (Fonte)

6.056 sócios = 60.560 reais
2.256 ingressos vendidos = 51.565 reais
8.312 total de público = 111.125 reais arrecadado

Em Florianópolis, o mesmo jogo teve um público total de 9.081, sendo que 8.497 foram sócios e 584, apenas, foram torcedores que compraram ingressos. (Fonte)

8.497 sócios = 84.970 reais
584 ingressos vendidos = 20.250 reais
9.081 total de público = 105.220 reais arrecadado

Espera aí: Como que num jogo, que tem um público de aproximadamente 700 torcedores a mais, cujos ingressos ainda por cima custam no mínimo o dobro, consegue arrecadar 6 mil reais a menos do que no jogo que teve menos publico no estádio?

Simples, a diferença está na questão dos sócios presentes. O valor arrecadado em relação aos sócios, que vai na súmula, é de apenas 10 reais, por isso a arrecadação do jogo em Florianópolis, neste caso, foi "menor" do que em Joinville, apesar do público ter sido maior.

Se o Joinville, ou qualquer outro clube vender 3 mil ingressos a 30 reais, o total arrecadado será de 90 mil reais. Certo? Agora, se no Scarpelli estiverem presentes 8.5 mil sócios, sem que nenhum ingresso seja vendido, o total arrecadado será de 85 mil reais, ou seja, 5 mil reais a menos. Está aí o verdadeiro motivo deste ou daquele clube arrecadar mais do que o outro, neste caso, o Joinville em relação ao Figueirense.

Eu não tenho dúvidas do verdadeiro "trem pagador" do campeonato catarinense...

Agora tem que usar a inteligência

Se eu fosse o Branco, nestas duas rodadas que temos pelo frente, colocaria em campo os jogadores que ainda não tiveram oportunidades de jogar, e ainda por cima pouparia todos aqueles que têm uma pequena ameaça de lesão. Não se pode dar sopa ao azar. Duas semanas é um bom tempo para que todos se recuperem, caso realmente estejam lesionados. Não há razão para forçar agora, estamos classificados, melhor deixar para a fase final do campeonato. Aí, sim, todo esforço será válido.

Contra o Brusque, por exemplo, particularmente deixaria no time titular apenas os jogadores pendurados com dois cartões amarelos, para que eles forcem o terceiro cartão e cumpram suspensão na última rodada, diante do Camboriú. Ademais, é time reserva e deu para bola.

São dois adversários ruins, fracos e de baixíssima qualidade; um foi rebaixado e o outro o é antepenúltimo da competição (Brusque e Camboriú, respectivamente). Claro que o Figueirense ainda está vivo na briga pelo título do segundo turno, mas no final das contas isso não vai fazer tanta diferença. O que fará diferença, muita, é se na semifinal do campeonato entrarmos em campo desfalcados de um Júlio César, Ygor, Túlio, Aloísio etc.

E tem outra coisa: O time reserva do reserva do reserva do Figueirense é extremamente superior aos times titulares do Brusque e do Camboriú. Não tenho dúvidas de que conseguiremos 6 pontos nestes dois próximos jogos. Não é presunção, trata-se de lógica e bom senso, ou alguém terá a coragem de dizer que não existe um favorito?

O negócio agora é poupar o time, preservar os jogadores que estão sentindo alguma coisa e zerar os cartões daqueles que estão pendurados. O Figueirense tem a faca e o queijo na mão e tomara que não acabe se cortando.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Semana do Figueirense será em banho-maria

Mais uma frustração no Scarpelli

O Figueirense não foi superior ao time do mangue durante os 90 minutos de jogo, mas em contrapartida teve a vitória em suas mãos. Após ter feito o segundo gol, logo no início do segundo tempo, ao invés dos jogadores se acalmarem dentro de campo não, pelo contrário, deixaram o time deles crescer, aumentar ainda mais a posse de bola, até que de tanto insistir eles conseguiram empatar.

Considero o empate com o azulino um resultado negativo, principalmente em razão das circunstâncias do jogo. Não pelo domínio, que foi maior do adversário, mas por ter aberto uma vantagem de dois gols cuja a qual não poderia ser desperdiçada. Era para ter vencido e ter acabado de vez com esse tabú, que agora dura cinco anos, e que somente será quebrado, ou não, no ano que vem, pois não acredito que eles vão se classificar à fase final do campeonato.

Acho que o Branco escalou o time de maneira equivocada. Jogando em casa, diante do seu torcedor, contra um adversário extremamente frágil, ele jamais deveria ter entrado com três volantes. Clássico é clássico, tudo bem, mas há de ser levado em consideração - os números mostram isso - que temos um time muito melhor do que o deles. Ele (Branco) repetiu o mesmo erro do clássico lá na Ressaqueda, quando entrou com Ygor, Túlio e Toró, e com o Roni sozinho no setor de criação. Sorte a dele é que o Figueirense abriu o placar logo no início do jogo, com o Aloísio. 

O gol deveria, em tese, dar tranquilidade aos jogadores alvinegros, mas na prática, no entanto, não foi bem isso que aconteceu. Depois do gol, assim como no restante do jogo, só deu time do mangue. Claro, o Figueirense não se defendeu, apenas, chegava de vez em quando no ataque, teve uma chance clara com o próprio Aloísio, só que eles tinham muito mais posse de bola do que nós. No final das contas o placar do primeiro tempo foi justo.

No segundo tempo novamente o Figueirense deu, digamos, uma tremenda sorte. Logo no início Roni sofreu pênalti, que Júlio César cobrou e converteu. Pronto, ninguém esperava mais nada do leão banguela, e ao mesmo tempo todos viam que mais uma goleada estava pintando. No minuto seguinte ao gol, para se ter ideia, o Aloísio me perdeu um gol na cara do goleiro que não se pode perder. Era para ter feito o terceiro gol e com isso acabado de uma vez por todos com o time deles.


Mas o azulino não se deixou levar pela desvantagem no placar e continuou em cima do Figueirense. Não por méritos deles, até porque o time deles repito, é muito ruim, e sim pela inércia do nosso time. Aquela velha mania de achar que o jogo está resolvido faltando meia hora para terminar assolou novamente os jogadores alvinegros. O Real Madrid do Carianox diminuiu e depois conseguiu empatar faltando pouco mais de cinco minutos para acabar o jogo no tempo regulamentar.

O resultado não serve de lição apenas aos jogadores; creio que dessa vez ele serve de lição, também, ao Branco. Gosto muito do trabalho que ele vem fazendo como treinador, mas esse negócio de ficar inventando e mexendo demais na estrutura do time começa errado e tem tudo para termina ainda pior. Faz o feijão com arroz que vai dar certo.


Ganha de todo mundo, mas na hora de ganhar do principal rival acaba dando um mole como esse...