Eu, você e todo mundo sabemos que é praticamente impossível que o Figueirense consiga manter boa parte do atual elenco para o ano que vem, mesmo que por ventura o time consiga uma vaga na Copa Libertadores. Não há como competir com clubes, no Brasil, que têm um orçamento 4 ou 5 vezes maior do que o nosso, e com clubes do exterior, com um orçamento 4 ou 5 vezes maior do que o dos grandes clubes brasileiros.
Claro que a economia do Brasil cresceu vertiginosamente nos últimos anos, fazendo até mesmo com que o mercado brasileiro chegasse a competir em alguns casos com o exterior, no entanto, mesmo assim, eles (Europa e Emirados Árabes) ainda estão umas duas ou três casas à nossa frente. Os times brasileiros conseguem manter um elenco forte, pagando altos salários a inúmeros jogadores, mas não por muito tempo.
A diferença do futebol brasileiro com relação aos demais é que aqui os bons jogadores brotam como água, e por isso os clubes negociam, negociam e negociam, ao mesmo tempo em que reformulam seus elencos. O Zézinho, craque do time, melhor jogador do campeonato é vendido, mas aí aparece o Joãozinho, que é tão bom quanto o Zézinho.
E o principal é que por trás destas negociações existe os interesses das "partes": dos clubes, dos empresários, dos investidores, dos procuradores, dos representantes etc. O jogador hoje em dia é igual pizza, dividido em vários pedaços, não necessariamente iguais.
Mas, voltando ao Figueirense, acho que perderemos no mínimo uns cinco titulares: Roger Carvalho, Bruno, Juninho, Maicon, Wellington Nem (Ô Dáblio/Mano Nem). Não acredito que Edson Silva, Ygor ou Júlio César, por exemplo, sejam negociados com outros clubes, senão teremos que contratar e fazer um novo time.
Nesta semana dois nomes surgiram: o zagueiro Fred, que jogou esta temporada no Juventude; e o lateral-direito paraguaio Mario Saldívar, do Independiente de Campo Grande e também da Seleção Paraguaia. O primeiro é agenciado pela Brazil Soccer, e o último provavelmente deve ser do mesmo pessoal que trouxe o Pittoni (W Two).
Não os conheço, aliás, nunca ouvi falar nos dois jogadores. Acho que se realmente forem contratados, nada mais serão do que duas apostas. A contratação destes dois jogadores nos leva crer que um zagueiro e um lateral direito estão de saída. Roger Carvalho e Bruno? Possivelmente.
Repito: São duas apostas! Duas apostas, sim, mas não quer dizer que ambos não tenham condições de chegar e, quem sabe, se tornarem titulares da equipe. O Bruno não era titular do time. No ano passado era reserva do Lucas. Aconteceu o mesmo com o Edson Silva. Ele só foi se tornar titular do time devido a uma lesão que o Roger Carvalho sofreu no final do segundo turno do Campeonato Catarinense.
Eu fico um pouco preocupado com as contratações que chegarão, pois não quero que isso se repita novamente.