terça-feira, 4 de setembro de 2012

Acho que ele não volta mais


Há quem diga que o presidente do Figueirense não retornará ao seu cargo após a licença de 30 dias que ele apresentou na tarde de ontem. Odorico Durieux - clap, clap, clap -, assume provisoriamente à presidência do clube nesse período. Em pouco mais de três meses, é a segunda vez que ele ocupa o cargo.

Sobre o pedido de licença de Lodetti, em meio ao período conturbado pelo qual o clube está passando - não foi a primeira vez que ele fez isso -, resta evidente, portanto, que o mesmo perdeu sua força, tornou-se carta fora do baralho.
Minha humilde opinião acerca do episódio, bem resumida: Já vai tarde!

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Figueirense x Fluminense

Mais uma vez, jogando em casa, o Figueirense saiu de campo sem vencer o Fluminense. O tabu continua firme e forte, mas dessa vez por pouco ele não foi quebrado. Com uns 5 ou 10 minutos a mais de jogo poderíamos, quem sabe, ter virado o placar. Quer dizer, poderíamos não, na verdade viramos o placar, mas o bandeirinha que corria pelo setor C - mal intencionado??? - marcou, erroneamente, impedimento no lance que seria o gol de empate do Aloísio.

Na reestreia de Márcio Goiano no comando da equipe, duas coisas não faltaram aos jogadores alvinegros: garra e força de vontade; algo que não víamos quando o time era comandado pelo Hélio dos Anjos. Corpo mole? Não sei. O que interessa é que agora eles (jogadores) estão suando a camisa e com vontade de tirar de uma vez por todas o time dessa situação incomoda na tabela.

O primeiro tempo não foi bom, tivemos apenas um lance de perigo a nosso favor. As ações mais perigosas, as chances mais claras de abrir o placar foram do Fluminense. Ter ido para o intervalo sem ter levado nenhum gol foi, digamos, uma "vitória".

Na segunda etapa os cariocas voltaram pressionando ainda mais, e logo no primeiro minuto o zagueiro Digão fez de cabeça, na pequena área, o primeiro gol da partida. Cinco minutos depois, na base do abafa, o Fluminense ampliou a vantagem com Rafael Sóbis, que teve todo tempo do mundo para dominar a bola, olhar para o gol, escolher o canto, chutar e depois correr para o abraço.

Goiano, então, resolveu mexer no time. Em desvantagem no placar, o "capitão" tirou Claudinei e colocou Almir que, por sinal, novamente não fez nada, absolutamente nada enquanto esteve em campo. Só que por ironia do destino, quando todos já se conformavam com mais uma derrota, Aloísio, inspirado, acerta uma bela cabeçada e diminui o placar.

O torcedor alvinegro se empolgou, os jogadores sentiram que podiam chegar ao gol de empate. E chegou, com Aloísio, novamente, porém, o bandeirinha resolveu estragar a festa, anulando, equivocadamente, o que teria sido o gol de empate do Figueirense. Pela enésima vez sendo prejudicado pela arbitragem.

O time não se abateu com o erro clamoroso da arbitragem, e mesmo assim continuou buscando o gol de empate. Água mole em pedra dura tanto bate até que fura. E o gol veio, com João Paulo, numa belíssima cobrança de falta, sem chances para o goleiro Diego Cavalieri. Ainda no último lance da partida, quase que o Figueirense conseguiu virar o placar com o incansável Aloísio. Placar final: 2 a 2.

Eu sei que os jogadores se esforçaram, o time como um todo foi voluntarioso, não faltou disposição de ninguém, só que tínhamos que ter vencido o jogo. Claro, após sair perdendo por 2 a 0, ter chegado ao empate, contra um time como o Fluminense, pode ser considerado uma "vitória". O problema é que somar apenas um pontinho, na situação em que nos encontramos, e com os adversários se distanciando de nós, infelizmente é a mesma coisa que nada. Estamos a 7 pontos do primeiro time fora da zona de rebaixamento, no caso, o Coritiba. É muita coisa, ainda mais porque faltam apenas 17 jogos para o término do campeonato brasileiro.

Espero que na quarta-feira, diante do Corinthians, o Figueirense vença, repito, VENÇA o jogo.

sábado, 1 de setembro de 2012

Novos ares

Pessoal, a partir deste domingo estarei "assinando", juntamente com torcedores do Avaí (Gérson, do Avaixonados), Criciúma (Heitor Carvalho), Joinville (Jean Helfenberger) e Chapecoense (Jean Marcelo Ferrão Sandrini), a coluna "OS PASSIONAIS", no Diário Catarinense. Serei o representante do Figueirense nela. Além disso, terei, também, um blog no ClicRBS, com informações sobre o dia a dia do Figueira.

Espero que vocês, principalmente alvinegros e alvinegras, curtam bastante. Valeu!

PS: Continuarei firme e forte aqui também, com a mesma postura de sempre.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Missão difícil, não impossível

A tarefa do Figueirense neste sábado não será fácil. Vamos encarar o Fluminense, vice-líder do campeonato brasileiro e no meu ponto de vista o time com o melhor elenco do Brasil. O jogo por si só, em condições normais, já teria ares de dificuldade para nós - vide o que aconteceu no ano passado -, e na situação em que nos encontramos, então, ele tende a ser ainda mais complicado.

O que esperar do Figueirense contra o Fluminense? Se apresentarmos o mesmo futebol do jogo contra o Coritiba e, também, o que foi apresentado na primeira etapa do confronto diante do Náutico, podemos, quem sabe, fazer um crime contra os cariocas. Os favoritos são eles, fato, mas em casa, com o apoio do torcedor e com o retorno do Goiano ao comando técnico da equipe, não seria surpresa alguma se saíssemos de campo vitoriosos.

Talvez seja utopia da minha parte pensar desta forma. Evidente, sou alvinegro e quero que meu time ganhe sempre, mesmo sabendo e tendo noção dos inúmeros problemas que enfrentamos. Todavia, se analisarmos friamente o futebol apresentado pelo Figueirense nas duas últimas rodadas, podemos, sim, pensar ou pelo menos acreditar numa vitória. E por que não?

Em relação ao time, especificamente, tenho a impressão que o Goiano não fará alterações,  providenciará, apenas, o retorno dos titulares João Paulo e Túlio, que cumpriram suspensão automática na última rodada. Sendo assim, o time titular do Figueirense para o jogo de amanhã deve ser: Wilson; Elsinho, João Paulo, Edson Henrique, Hélder; Túlio, Jackson, Claudinei, Fernandes; Caio e Aloísio.

Sendo realista, está cada vez mais difícil, complicado, praticamente impossível; sendo torcedor, jamais deixarei de acreditar.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Vinhas tão bem...

... de repente descambasse, Figueirense.

O Figueirense fez um primeiro tempo espetacular, jogou muita bola contra o Náutico. O placar de 2 a 0 foi pouco face ao que foi apresentado pelos jogadores alvinegros. O volume de jogo foi impressionante. Apesar do árbitro, o senhor Wagner Reway, ter tentado fazer de tudo um pouco para nos prejudicar, como no caso do pênalti escandaloso que ele deu a favor dos pernambucanos, que o Wilson acabou defendendo, conseguimos ir para o intervalo vitoriosos, e com a impressão de que sairíamos de lá com os sonhados três pontos na bagagem. Aloísio, Caio, Wilson, Elsinho e cia. estavam arrebentando com o jogo, mas aí veio o segundo tempo...

Tudo mudou! No segundo tempo as coisas se inverteram. Quem tomou conta da partida foi o Náutico, enquanto o Figueirense simplesmente abdicou de jogar. A pressão do time da casa era esperada. O que não era esperado, entretanto, era que o alvinegro deixasse o bom futebol apresentado no primeiro tempo nos vestiários. O time estava irreconhecível. Parecia outro dia, outro jogo, outros jogadores, o "velho" Figueirense.

Não gosto de falar de arbitragem, pois somos beneficiados em alguns lances na mesma proporcionalidade que costumamos ser prejudicados. Não existe nenhum complô contra nós, na verdade o que existe mesmo é ruindade dos árbitros, para ambos os lados. Eles são muito fracos, péssimos, horrorosos, medonhos, incapacitados e, no mínimo, medíocres. Cerca de 70% deles não têm condições de comandar um jogo do campeonato brasileiro.

No entanto, há de se ressaltar que na noite de ontem o Figueirense foi extremamente prejudicado pelo quinteto de arbitragem. Além do pênalti mal marcado na primeira etapa, o primeiro gol do Náutico também foi irregular. O jogador do time deles, no momento em que recebeu a bola, estava em condição irregular de impedimento, pelo menos meio corpo à frente do último marcador alvinegro. Lance claro, que o bandeirinha não marcou. Provavelmente "não deve ter visto". O segundo gol veio logo em seguida, cerca de cinco minutos após o primeiro, com o mesmo jogador, Elicarlos, após uma furada medonha do Edson Henrique.

Abel Ribeiro, então, resolveu mudar a equipe: tirou Fernandes - não sei porque saiu - e colocou ele, Almir. Almir, Abel? Almir??? Acho que o Almir entrou porque um cartaz com os dizeres "Almir, nós te amamos" foi erguido por uma senhora nas arquibancadas, provavelmente alguém da sua família. Só pode ter sido por isso, até porque nada me faz crer que ele entrou em campo com a responsabilidade de armar as jogadas, puxar os contra-ataques e, o pior, em velocidade. O Figueirense já estava sem meio-campo, com a entrada do Almir o time ficou sem meio-campo e com um jogador a menos no campo.

Não deu outra! Aos 30 minutos, depois de tanto pressionar, após cobrança de falta para a área do Figueirense, a defesa resolveu fazer a linha burra de impedimento, sem êxito, e a bola acabou sobrando para o Souza, que na frente do Wilson, sozinho, livre, leve e solto, teve tempo de matar a bola no peito, dominar e marcar o gol da virada do Náutico. Fim de papo, não havia jeito de chegarmos no mínimo ao gol de empate. Depois de ter o jogo na mão, desperdiçar uma chance como essa não será esquecida tão facilmente.

Hoje a luz no fim do túnel se apagou novamente. Infelizmente não sei quando ela vai acender outra vez. Fluminense, Corinthians... Meu Deus!

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Deixem o cara trabalhar

O retorno do "capitão" Márcio Goiano ao comando técnico do Figueirense não significa de maneira alguma que o time vá escapar do rebaixamento. Pode ser que sua vinda seja um tiro fora d'água, não dê certo, mas convenhamos que as chances de sairmos desta zona ingrata em que nos encontramos tendem a aumentar. Aumenta porque ele é um cara que conhece o clube como ninguém. Foi campeão dentro e fora de campo, e sabe muito bem o que deve ser feito numa situação como essa. Não havia no mercado de treinadores alguém mais capacitado do que ele para o cargo. Aliás, já deveriam ter trazido ele há muito tempo.

Evidentemente, tem gente chata que vai falar: "Sim, mas o que o Goiano fez de bom depois que saiu do Figueirense?". Realmente não fez nada. Passou por diversos clubes e não teve um trabalho que pudesse ser comparado ou pelo menos tenha chegado aos pés do que ele fez aqui. Mas o que ele construiu no alvinegro é o que importa, e por isso está de volta. Foi ele o responsável por montar um dos melhores times que vimos nos últimos tempos e, foi ele, também, o treinador que nos colocou novamente na série A do campeonato brasileiro. Isso marcou, e como, tanto é que o torcedor se revoltou com a sua demissão, protestou - como nunca visto antes na história do clube - e não se conformou com a absurda decisão da diretoria.

Creio e ao mesmo tempo torço para que neste retorno ao Figueirense ninguém (dirigente, investidor, empresário de futebol etc) tenha a audácia ou a coragem de importunar o trabalho do Goiano, tentando entrar nos vestiários para dar palpites na escalação, como acontecia anteriormente. Deixem o cara trabalhar sossegado, até porque capacidade ele tem e todos nós somos prova disso.

Imprensa, torcedores, pessoas ligadas ao mundo do futebol aprovaram a contratação do Goiano. Existem os enfermeiros, cupinchas de alguns cirurgiões, que devem estar se mordendo, indignados com o retorno do capitão, e agora não sabem o que falar. Mas esses não devem ser ouvidos, escutados ou muito menos lidos, até porque não entendem absolutamente nada de futebol; são meros oportunistas, cujas opiniões não valem nada, ou melhor, valem sim, menos de 1 centavo.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

E o "capitão" voltou...

A luz no fim do túnel voltou a acender

Depois de um longo e tenebroso inverno, o Figueirense voltou a vencer no Scarpelli.  Foi, sem dúvida, nossa melhor partida no campeonato brasileiro. O Coritiba, adversário direto na luta contra o rebaixamento, não foi páreo diante do futebol apresentado pelo alvinegro. Desde o primeiro minuto percebeu-se um time diferente daquele que vinha jogando, não apenas com outros jogadores como titulares, mas com outra postura, com vontade efetivamente de vencer. Quem dera se jogássemos sempre assim. Certamente não estaríamos na situação em que nos encontramos atualmente.

Abel Ribeiro, que assumiu interinamente o comando da equipe após a demissão de Hélio dos Anjos, providenciou algumas mudanças no time titular: Edson Henrique entrou, fez sua estreia na zaga ao lado de João Paulo e foi muito bem, surpreendeu; Hélder, que há muito tempo não figurava entre os titulares, se destacou na lateral-esquerda; já o velhinho Fernandes, cuja qualidade dispensa comentários, foi para este que vos escreve o melhor em campo ao lado do Aloísio. Abel acertou em cheio nas alterações.

Desta vez todo mundo jogou bem. Nenhum jogador se destacou de forma negativa. Houve uma falha ou outra no sistema defensivo da equipe, principalmente no lance do gol do Coritiba, mas no restante da partida tudo correu com naturalidade. Se levarmos em consideração tudo aquilo que vinha sendo apresentado, ou melhor, que não vinha sendo apresentado anteriormente, neste jogo contra os paranaenses fomos perfeitos.

O destaque, claro, vai para o Aloísio. O Boi Bandido não tomou conhecimento do Coxa, fez três belíssimos gols e ainda por cima pediu música no Fantástico - Papa Terra, de João Medalha. O atacante alvinegro lembrou aquele do campeonato catarinense, que arrebentava com seus adversários e resolvia os jogos fazendo muitos gols, belos gols.

Mas não há muito o que comemorar. Trata-se apenas de uma vitória, a terceira em dezoito jogos. Amanhã enfrentaremos o Náutico, no Recife. Jogo difícil e ao mesmo tempo de suma importância para tentarmos uma recuperação na tabela de classificação. Dependendo dos resultados dos outros jogos, quem diria, com uma vitória podemos acabar a rodada fora da zona de rebaixamento.

Tomara que este jogo contra o Coritiba tenha sido um divisor de águas para o Figueirense. Vamos torcer para que as coisas tenham mudado para melhor.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

A hora e a vez de Márcio Goiano?


A informação é a seguinte: Márcio Goiano tem tudo para ser o novo treinador do Figueirense; Hélio dos Anjos não permanecerá no cargo, foi demitido agora pouco. A eliminação de ontem da Copa Sul-Americana para o Atlético/GO foi a gota d'água.

Em relação ao Goiano, por enquanto não há nada oficial, tanto por parte do clube como, também, dos representantes do treinador - já deve estar tudo apalavrado entre as partes, com certeza -, mas tudo leva crer que sua contratação seja confirmada ainda hoje, ou no mais tardar neste final de semana. Há quem diga que ele será apresentado amanhã. O contrato dele deve ter duração até dezembro de 2013, independentemente se permanecermos ou não na série A.

Considero o retorno do Goiano uma boa para o Figueirense, é o nome da vez. Na verdade ele deveria ter vindo antes, à época da contratação do Hélio dos Anjos e, talvez, quem sabe, quando trouxeram o Argel Fucks. É importante ressaltar que a sua chegada não significa que as coisas mudarão da água para o vinho, pelo contrário. As dificuldades para se trabalhar com este elenco serão as mesmas. O capitão não terá uma vida fácil até o final do ano. Se não der para se manter na série A - temos que ser realistas, a situação é extremamente complicada -, que ele pelo menos tenha condições de trabalho para montar um time decente, principalmente com aqueles jogadores que provavelmente ficarão no ano que vem.

Márcio Goiano saiu daqui chutado, escorraçado por alguns dirigentes do Figueirense. Jamais esqueceremos o que fizeram com ele. Mandaram-no à mesa de cirurgia sem ao menos ter o direito de receber uma anestesia. Sentiu na pele a fúria e o ódio de alguns que aparentemente demostravam ser seus "amigos". O torcedor alvinegro ficou revoltado, prova disso foi a manifestação jamais vista na cidade e, quiçá no Brasil, de apoio a um treinador. Aliás, muito mais do que apenas um simples treinador, um treinador vitorioso e, acima de tudo, uma pessoa com o nome marcado na história do clube; um vencedor.

Viúva do Goiano? Sim! Fui, continuo sendo e não me arrependo nem um pouco disso. Vamos torcer para que ele volte.

Figueirense: na lama e encalhado


Sem mais!