terça-feira, 20 de março de 2012

"Bons" problemas

O Branco está tendo que enfrentar no returno algo que passou desapercebido, pouco aconteceu no primeiro turno, ou seja, os desfalques. As lesões e suspensões automáticas em razão dos cartões amarelos ou vermelhos estão se tornando mais frequentes, o que acaba por conseguinte forçando mudanças no time titular.

Porém tudo isso é normal, nada mais do que normal. Há de se levar em consideração, no entanto, que de certa forma estas mudanças forçadas podem ser consideradas "boas" para ele, pois o rodízio de jogadores acaba fazendo com que eles estejam sempre à disposição do treinador, numa condição nem tanto igual, mas um pouco parecida com aqueles que vêm jogando com mais frequência.

No ano passado, por exemplo, quando um dos titulares saía (lesão, suspensão, por exemplo), o substituto geralmente não dava conta do recado, ou então acabava meio que destoando do restante da equipe. Por quê? A falta de ritmo de jogo atrapalhava o condicionamento do jogador, além do que a qualidade dos substitutos não era tão boa como é nesse ano. Talvez essa seja a principal diferença.

Isso não acontece com o time do Branco. Sai um "titular", mas em contrapartida entra em seu lugar um jogador tão bom quanto ele, ou pelo menos de uma qualidade semelhante. Não há uma diferença enorme, gritante como havia na temporada passada.

Temos um time titular e ele deve, tem que ser mantido. Pode-se discutir esse ou aquele jogador na titularidade da equipe, tudo bem, mas os onze titulares estão na ponta da língua do torcedor e, evidentemente, do treinador. Quanto mais eles jogarem juntos melhor; aumenta o entrosamento deles etc. O campeonato catarinense permite isso, até porque a qualidade dos adversários está longe de ser a mesma do campeonato brasileiro.

Os testes têm que ser feitos agora para surtirem efeito lá na frente. O bom é que os jogadores vão entrando, o rodízio vai acontecendo e a qualidade da equipe se mantém a mesma. As mudanças forçadas que o Branco vem tendo que fazer no returno contrariam à normalidade, pois elas estão fazendo um bem danado ao grupo de jogadores.

Quem ganha com isso? O Figueirense, claro.

segunda-feira, 19 de março de 2012

O pior cego é aquele que não faz questão de ver


Quando um treinador insiste em algo que supostamente não está dando certo os comentaristas de futebol, gênios da lâmpada, senhores da razão e únicos conhecedores da causa, metem o pau no cara: "Não, isso está errado. Ele está cometendo um erro inadmissível, pois esse jogador tem que jogar no lugar daquele jogador", "O esquema tático que ele está tentando implementar não condiz com às características dos jogadores que ele tem a seu dispor" etc.

Da mesma forma acontece quando um árbitro, ou o trio de arbitragem comete um erro, na visão deles, clamoroso: "Como é que pode o árbitro ter marcado um pênalti daquele?", "É inaceitável que um árbitro de futebol possa ter dado falta neste lance", e por aí vai.

No entanto, quando o erro, a leviandade e o escracho é ou são cometidos pelos doutores da bola, no caso os comentaristas de futebol, infelizmente não há quem os critique, a não ser nós, até porque não existe a autocrítica em relação as inúmeras bobagens ditas, já que tudo que eles falam é o certo e ponto final.

Ontem, no jogo entre Metropolitano e Figueirense, o árbitro Ronan Marques da Rosa marcou um pênalti escandaloso a favor do time da casa e mesmo assim alguns comentaristas de futebol, não de arbitragem, tiveram a coragem de dizer que ele acertou na marcação. Se aquilo foi pênalti a minha avó é uma bicicleta (sic).

Vem cá, me diz uma coisa: Será que é extremamente penoso admitir o erro e depois ter que voltar atrás na opinião sobre um lance como aquele do "pênalti" cometido pelo Sandro? Acho feio, lamentável um comentarista persistir com a opinião errônea só para não se contradizer ou acabar tendo que voltar atrás naquilo que disse. Admitir um erro não é demérito para ninguém, pelo contrário, trata-se de uma virtude. 

Aí o Sr. Spock, espertalhão como é, chama o torcedor de apaixonado, porque para ele (torcedor) obviamente não foi pênalti, uma vez que por ser torcedor contra o time dele nunca nada é nada e tudo sempre é tudo, mas em contrapartida, eu, como torcedor, ou melhor, como uma pessoa que tem a visão 100% perfeita, me vejo na obrigação de chamá-lo de cego por ter ele ter dito e afirmado com todas as letras que aquilo foi pênalti.

Por muitas vezes achei, quer dizer, tive certeza que comentários deste tipo eram feitos porque a paixão clubística prevalecia, incorporava na alma do cidadão, mas pelo visto, entretanto, percebe-se claramente que a ignorância e falta de conhecimento de causa é muito maior do que tudo isso.

Parabenizo àqueles que são humildes e voltam atrás nos comentários, como o Rodrigo Santos, lá de Brusque. Num primeiro momento ele disse que foi pênalti, mas depois de rever o lance na televisão ele confirmou o que todos viram, ou seja, que não foi pênalti.

Saber reconhecer o próprio erro é para poucos. É desse tipo de comentarista que a croniqueta esportiva de nosso Estado está precisando.

Foi pouco

O Figueirense, melhor time disparado da competição, foi a Blumenau e não tomou conhecimento do então líder do returno, o Metropolitano, aplicando uma sonora goleada para cima deles. Foram quatro gols, mas poderia ter sido cinco, seis, sete ou oito, sem nenhum exagero.

A partida começou um pouco complicada para o Figueirense. É inegável que o time sente muito a falta do Ygor. No ano passado isso geralmente acontecia quando o Maicon não jogava, mas neste ano o mesmo acontece quando o Ygor não está em campo. Doriva, que entrou no lugar dele, não comprometeu, até que jogou bem. No meu ponto de vista, claro. Mas uma coisa é jogar com o Doriva e outra é com o Ygor, não há nem o que se comparar.

O time demorou para se achar em campo. A primeira metade do etapa inicial foi toda do Metropolitano. Os blumenauenses chegavam muito fácil, principalmente pelas costas dos laterais alvinegros. Aliás, diga-se de passagem, o Branco tem que corrigir isso com URGÊNCIA. Está sendo muito fácil se chegar pelas costas do Pablo e do Guilherme Santos. Falta a eles noção de cobertura na marcação, algo que é primordial para um jogador que atua nesta posição.

Tudo corria bem, o Metropolitano havia diminuído o ritmo do início do jogo, até que o senhor Ronan Marques da Rosa, árbitro do jogo, conseguiu ver pênalti num lance em que o Sandro tocou na bola, repito, tocou apenas na BOLA. E o pior, como se já não bastasse o erro absurdo, medonho e cretino, ele me expulsa o zagueiro do Figueirense sem mais nem menos.

Primeiro: Não foi pênalti! As pessoas que tiverem a oportunidade de ver ou rever aquele lance e acharem ou terem certeza que foi falta, com todo o respeito que merecerem, ou não entendem de regras de futebol ou então são cegas.

Segundo: Se consideramos que aquilo foi falta, temos que ser justos, pois ela foi feita fora da área. Quem acompanhar o lance novamente percebe claramente que o Sandro da o carrinho, limpo, na bola, fora da área. O jogador do Metropolitano cai dentro da área, mas a "falta" foi feita fora da área.

Terceiro: Sandro não fez falta, ele não era o último jogador do Figueirense. A bola não ia em direção ao gol, mesmo assim o seu Ronan Marques da Rosa marca pênalti e ainda por cima dá cartão vermelho para o zagueiro alvinegro. Absurdo! Uma das maiores lambaças que eu vi num jogo de futebol.

Errar é humano, tudo bem, todo mundo erra, mas errar um lance daquele é infantilidade, burrice e ignorância. Pior ainda são alguns comentaristas corroborarem com a marcação do árbitro, que não visão deles acertou em dar o pênalti.

O Sr. Spock, por exemplo, disse, ou melhor, ousou dizer, por sinal, que houve neste lance duas faltas do Sando; por baixo, o carrinho, e por cima, um puxão no atacante do Metropolitano. (Ao final do jogo, perguntando sobre o lance do "pênalti", o próprio treinador do Metropolitano disse, em alto e bom som, que não houve a penalidade, e que o árbitro havia se equivocado no lance). 

Todavia, como diz o ditado: "Pênalti mal marcado não entra". Dito e feito! Rafa Costa, o Pelezinho, que só faz gols contra time pequenos, deu uma de Elano e chutou a bola lá na casa do chapéu. Logo em seguida, para compensar, o Ronan expulsou um jogador do time deles num lance que nem amarelo era para dar. Coisa horrorosa.

Na volta para o segundo tempo, Branco tirou o Botti, que não fez absolutamente nada na primeira etapa, e colocou em seu lugar o zagueiro João Paulo Goiano, para suprimir a ausência do Sandro, expulso erroneamente pelo árbitro.

Sorte a nossa, pois logo no primeiro lance de ataque ele, Aloísio, após um cruzamento de Guilherme Santos se antecipou ao goleiro adversário e abriu o placar para o Figueirense. Com o gol o time se assentou e campo e passou a dominar por completo o controle da partida.

Depois veio, ao natural, os gols de Júlio César, de pênalti (esse foi); Túlio, após um toque sensacional de calcanhar do imperador alvinegro; e por fim, outro do Aloísio. Foram quatro gols, mas poderiam ter sido bem mais. Se não fosse o pênalti perdido do Aloísio teria sido no mínimo cinco, isso sem contar as outras chances claras de gol que o time acabou desperdiçando.

De qualquer forma foi um grande resultado conquistado pelo Figueirense. Contra tudo e contra todos, apesar das dificuldades impostas pela arbitragem, que queria, ou melhor, quis e complicou bastante para nós na primeira etapa, o alvinegro não tomou conhecimento e mostrou para o Metropolitano que estamos num outro patamar, muito, mas muito acima deles.

Líder no primeiro turno, líder no segundo, líder na classificação geral do campeonato e melhor ataque do Brasil, com 41gols em apenas 13 jogos... Está ou não está de bom tamanho?

sexta-feira, 16 de março de 2012

Melhor prevenir do que remediar

Ygor e Roni podem ficar de fora do jogo contra o Metropolitano; o volante sentiu fortes dores no joelho e o meia acabou sendo poupado dos treinos com bola nesta semana.

A preocupação maior é em relação ao Ygor. O jogador se machucou no jogo contra o Joinville, mesmo assim, apesar do problema, continuou em campo atuando normalmente. Na reapresentação da equipe terça-feira, no entanto, o incômodo no joelho persistiu e desde então ele está fazendo tratamento e se recuperando no departamento médico do clube.

Eu não escalaria o Ygor para este jogo em Blumenau. Por mais importante que ele seja para o time, titular absoluto, um dos melhores do país na posição, é melhor "perdê-lo" apenas neste jogo do que acabar perdendo ele por um bom tempo ou até mesmo para o restante da temporada. (Bate na madeira)

O confronto contra o Metropolitano vai ser difícil, evidente, porém a ausência do Ygor não será tão sentida assim. Por quê? Por que o Figueirense tem um elenco muito bom, e qualquer jogador que entrar no lugar dele (Toró, Doriva, Coutinho, por exemplo) certamente vai dar conta do recado.

Se porventura fosse uma partida importantíssima, uma decisão de campeonato, seria interessante arriscar e escalar o Ygor, claro, mas como é um jogo da quarta rodada do returno, na condição que o Figueirense se encontra, garantido na fase final do campeonato, é melhor prevenir do que remediar.

Lembram do que aconteceu no ano passado com o Maicon? Ao invés de prevenirem não, mesmo baleado decidiram escalar ele de titular no jogo contra o São Paulo e todos viram no que deu; cerca de dez minutos após o início da partida ele sentiu a lesão, foi substituído e ficou afastado do time por um bom tempo.

Espero que saibam o que estão fazendo...

quinta-feira, 15 de março de 2012

ALELUIA


Depois de um longo e tenebroso inverso - neste caso, verão -, até que enfim o lateral-direito paraguaio Mário Saldivar teve seu nome registrado no BID (Boletim Informativo Diário) e está de uma vez por todas liberado para jogar pelo Figueirense.

Uma estreia mais aguardada do que o retorno de Jesus Cristo para o nosso planeta, Saldívar brigará por uma vaga no time com Pablo, queridinho de Branco, e Léo, jogador da base que atuou muito bem todas às vezes que jogou como titular da equipe.

Muito se falou do Saldívar; a expectativa criada para cima dele é enorme. O empresário e homem forte do Figueirense, Eduardo Uram, que o trouxe para cá, trata o lateral-direito como uma joia.

Ele não precisa sem nenhum craque, mas se for um pouquinho melhor do que o Pablo já está de bom tamanho.

Estamos "muito bem" servidos

Ontem à noite eu aproveitei o embate que estava se desenvolvendo no twitter entre Júnior Moresco, um dos diretores da Federação Catarinense de Futebol, ou delegado, não sei exatamente qual a denominação específica, e o jornalista Paulo Brito, para fazer um questionamento ao subordinado do presidente Delfim sobre a questão dos horários das partidas, principalmente agora, neste período do ano em que temos temperaturas muito elevadas nos jogos realizado às 4 horas da tarde.

Tudo começou com este comentário de Júnior Moresco: "Não acredito, meu bairro está sem luz e não consigo ver o restando do jogo do meu Timão. PQP". Aí eu, abelhudo, aproveitei o ensejo e disse a ele o seguinte: "PQP é assistir um jogo às 4 horas, sob um sol de 40 graus, e o Delfim num camarote com ar condicionado. Isso sim é PQP".

Pensei que ele não iria me responder, já que eu havia feito um questionamento a ele segunda-feira e até agora não obtive resposta. Todavia, para minha surpresa ele respondeu, assim: "É só em Santa Catarina que tem jogos às 4 horas, né? Hoje Criciúma e Madureira também foi". Claro que eu não deixei barato: "Mas o que isso tem a ver? Não misture as coisas. Eu estava debaixo do sol e o Delfim no camarote. Por que não trocar?". Ele rebateu: "No próximo jogo peço para ele trocar como você. Pode deixar, ok? Boa noite". (Neste momento Júnior Moresco reclamava no twitter do sarcasmo de Paulo Brito, que comentou algo do tipo "... trabalha na FCF e torce para um time de outra federação?", ou seja, o Brito não pode com ele, mas ele pode com os outros). Pena que no twitter você não pode travar uma discussão maior, com mais argumentos, pois  tudo se resume apenas a 144 caracteres. 

Sabem por que em Santa Catarina e nos demais estaduais os jogos são às 4 horas? Porque as emissoras exigem, mandam, obrigam e as federações e clubes, que acatam tudo que vem lá de cima, e não fazem absolutamente nada para reverter isso. Como eu disse ontem aqui no blog, enquanto nós fritamos nas arquibancadas, enquanto pessoas passam mal e são atendidas por paramédicos durante o andamento das partidas - quando há paramédicos -, os dirigentes, felizes da vida, acompanham os jogos em camarotes, com ar condicionado, sem ser incomodados por ninguém e tomando aquela aguinha gelada. De repente, com direito a água de coco.

Outra coisa que eu não entendi foi o sarcasmo de Júnior Moresco. Havia necessidade? Claro que não. Perguntei a ele porque estava sendo sarcástico comigo e ao mesmo tempo estava criticando o sarcasmo do Brito. Dois pesos e duas medidas: "És sarcástico comigo e não aceitas o sarcasmo do Brito. Estamos muito bem servidos na FCF. Mas nem tudo é para sempre... Era só o que me faltava tu dizer que isso é normal. Deixa de ser hipócrita. Jogos /às 4 horas é um absurdo, uma vergonha. Não tens argumentos, por isso é tranquilo falar contigo. Nada mais do que um servo do Rei". E encerrei dizendo: "Enquanto isso as pessoas passam mal nas arquibancadas e o Seu Delfim continua numa boa fumando seu charuto no ar condicionado dos camarotes dos estádios onde ele vai".

Depois desse "bate-bato" com Júnior Moresco, dirigente, diretor da FCF, ou seja lá o que for, estou ainda mais crente, ciente de que eles não estão nem aí para nós, os torcedores. Mas ainda bem que nada dura para sempre, como a presidência de uma federação, vide o Sr. Ricardo Teixeira. Logo, logo o Delfim sai e os seus seguidores fieis, que hoje se sentem acima da carne seca, vão acabar tendo que se virar de outra forma.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Albeneir: O drible do gigante

Olha as costas

Certamente a coisa que mais me preocupa e que preocupa todos os torcedores alvinegros é o sistema defensivo da equipe, principalmente no que tange ao rendimento dos laterais da neste sentido. Infelizmente tanto o Pablo como o Guilherme Santos são dois jogadores que até o presente momento não mostraram absolutamente nada daquilo que aprenderam na Europa.

Marcelo Cabo, auxiliar técnico do Branco, único remanescente da comissão técnica do ano passado, disse certa vez que os laterais Pablo e Guilherme Santos aprimoraram bastante a parte tática, no que diz respeito ao senso de marcação, na passagem que ambos tiveram pelo futebol europeu. 

Eu não duvido. Pode ser realmente que os dois jogadores tenham aprimorado suas qualidades individuais neste quesito, todavia, percebe-se claramente, nitidamente que eles não as trouxeram de lá, as esqueceram, pois até agora eu, você e todos aqueles que já assistiram pelo menos mais de um jogo do Figueirense neste ano não vimos nada daquilo que ele (Marcelo Cabo) disse, ou seja, que os nossos laterais têm como principalmente característica, ou uma das principais características, de qualidade, a marcação.

O Guilherme Santos está jogando muito bem, no ataque, porém na defesa vem falhando. Nós acabamos esquecendo, deixando essas falhas passarem desapercebido porque do meio-campo para frente ele vem rendendo e dando conta do recado. O problema dele, no meu ponto de vista, não é a nem a marcação em si, mas a cobertura que ele dá, ou deixa de dá, aos zagueiros da equipe.

Quando a jogada do time adversário está sendo armada pela esquerda do ataque deles, o Guilherme meio que segue a bola e esquece totalmente do lateral-direito do time deles, que volta e meia aparece livre, leve e solto em suas costas, e geralmente recebe a bola sem ser incomodado por ninguém, no caso, por ele.

Em relação ao Pablo eu não tenho muito o que falar, todos sabem de suas deficiências na marcação. Na marcação e em outras coisas. Ele fez um gol contra o Joinville, aparecendo de surpresa na pequena área, finalizando como um atacante, mas isso não apaga a má atuação dele neste jogo. Mais uma vez ele foi o Pablo que estamos nos acostumando a ver, infelizmente.

O Pablo parece aquele jogador de 16, 17 ou 18 anos, que está fazendo sua estreia pelo time principal e que não é um jogador diferenciado, no estilo Neymar, que treme na base, sente a pressão da partida, joga com o rabo entre as pernas, fica nervoso, intranquilo etc. Todo o jogo é sempre a mesma coisa.

Alô, Branco. Você, que foi um lateral vitorioso, campeão do mundo pela seleção brasileira não pode e não deve estar contente com o que está vendo, certo? Não seria a hora de começar a dar mais chances para o Léo ou fazer com que estes laterais coloquem em prática aquilo que aprenderam em suas passagens pela Europa?

terça-feira, 13 de março de 2012

Um dia alguém ainda vai morrer por causa disso

Quem foi ao Scarpelli no domingo e não se sentiu mal em razão do forte calor é um bem-aventurado. Não sei qual era a temperatura no momento do jogo, mas a sensação térmica certamente beirava os 40 graus. Um absurdo, uma vergonha, um verdadeiro descaso com os torcedores, jogadores e profissionais que trabalharam debaixo daquele sol escaldante.

Eu sou sócio do setor A e todo mundo sabe que lá não pega sol, mas quando não há vento aquilo se transforma num verdadeiro forno. A situação, entretanto, se agrava ainda mais àqueles torcedores que assistem aos jogos em outros setores do Scarpelli, onde não há qualquer proteção e as pessoas literalmente fritam nas arquibancadas.

O Seu Delfim, presidente da Federação Catarinense de Futebol, e os dirigentes do Figueirense não pensam no torcedor - falo neste caso dos dirigentes alvinegros, no entanto, isso pode se estender a todos os demais. Os torcedores, os jogadores, os profissionais que trabalharam em emissoras, os próprios funcionários do clube, ou seja lá quem for, com todo o respeito, que se fodam!

Os paramédicos (pessoal de laranja) desta vez tiveram que trabalhar para valer. Ali nas sociais, por exemplo, pelo três pessoas passaram mal e foram encaminhadas à ambulância. Não sei se o mesmo aconteceu em outros setores do Scarpelli, provavelmente deve ter acontecido, mas em contrapartida ouvi relatos de que faltou água para as pessoas beberem.

É assim que nós somos tratados, como lixos. Os que assinam a papelada, que aceitam a imposição tácita da emissora que detém os direitos de transmissão dos jogos do campeonato catarinense não estão preocupados com o horário, se está fazendo 40 graus etc; eles ficam em seus camarotes, confortáveis, com ar condicionado, tomando aquela água geladinha e rindo da nossa cara.

Vergonha! Quando eu falo que os dirigentes não estão nem aí para o torcedor certas pessoas têm a coragem e a cara de pau de dizer que eu sou corneteiro e pego muito no pé deles. Geralmente estão juntos, nos camarotes, desfrutando das mesmas regalias. Não querem perder a boquinha e por isso os defendem.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Outro apagão



Eu, sinceramente, instantes atrás não estava nem um pouco interessado em falar sobre o jogo de ontem. Se o Figueirense tivesse perdido para o Joinville talvez eu viria aqui e falaria numa boa, mas o empate, a forma como a qual o empate foi conquistado acabou me tirando o ânimo e a vontade de tecer comentários acerca dele.

Mais uma vez, da mesma forma como aconteceu contra o Criciúma, no Scarpelli, o Figueirense, ou melhor, os jogadores do Figueirense sofreram um verdadeiro apagão após levar o primeiro gol do time da cidade do balé. Situação típica acontece em peladas, quando seu time está ganhando por um placar elástico e de repente você meio que afrouxa, relaxa no jogo e os gols do adversário vão saindo um atrás do outro.

O Joinville começou melhor que o Figueirense. Eles tiveram duas chances para abrir o placar, porém pecaram na hora da finalização. Depois disso o alvinegro se ajeitou em campo e tomou as rédeas da partida. Iniciava-se o baile dos jogadores alvinegros em relação aos jogadores do time da cidade do balé.

O primeiro gol do Figueirense foi do Canuto, após uma bela cobrança de escanteio do Guilherme Santos. De cabeça o argentino fuzilou a bola para o fundo das redes, sem chances para o goleiro do Joinville. Em seguida veio o segundo gol com do Botti, após uma bela jogada do Roni, que colocou com precisão, milimetricamente a bola na cabeça do meia do Figueirense. 

O jogo estava fácil; cheiro de goleada estava no ar. O domínio do Figueirense era enorme, prova disso é que o terceiro gol não demorou muito para sair. Após outro cruzamento do Guilherme Santos, só que dessa vez com a bola rolando, Pablo apareceu na pequena área e, como um atacante, marcou o gol e saiu para o abraço. Na hora eu cheguei a pensar que tinha sido o Roni.

Aí veio o segundo tempo...

Bom, não vou falar muito sobre o que aconteceu no segundo tempo. Em cinco minutos o Joinville conseguiu empatar um jogo que já tinha acabado na primeira etapa. Os caras conseguiram fazer o primeiro gol aos 25 minutos, o segundo gol aos 26 minutos, o terceiro aos 30 minutos e logo em seguida quase fizeram o quarto gol.

Lamentável. Bota lamentável nisso. O Figueirense tem um time bem melhor do que o Joinville, muito superior, deu um baile neles no primeiro tempo, tudo corria bem até levar o primeiro gol, aí eles empatam, quase viram, e hoje tenho que ler e ouvir da croniqueta esportiva da nossa cidade que o resultado foi merecido, que o time da cidade do balé é um time tão bom quanto o nosso e etc, etc, etc.

Acho que desta vez o Branco errou quando tirou o Aloísio e colocou o Luiz Fernando. No meu ponto de vista ele deveria ter providenciado a famosa troca seis por meia dúzia, ou seja, tira um atacante e coloca outro. Com a saída de um companheiro de ataque o Júlio César ficou lá na frente sozinho e não fez mais nada até o final do jogo.

Até os gols do Joinville o time estava indo bem. Havia meio que abdicado do ataque, mas pelo menos tinha o domínio da partida. Não é porque empatou, deixou de ganhar um jogo tranquilo, fácil que agora ninguém presta, pelo contrário. No entanto, penso que algumas coisas têm que se revistas com urgência, como nestes casos em que o time leva um gol e se desliga no jogo, demora a voltar à realidade.

Espero que a bobeira de ontem tenha servido de lição para os jogadores e comissão técnica do Figueirense, e que isso não se repita mais.