quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Deixem o cara trabalhar

O retorno do "capitão" Márcio Goiano ao comando técnico do Figueirense não significa de maneira alguma que o time vá escapar do rebaixamento. Pode ser que sua vinda seja um tiro fora d'água, não dê certo, mas convenhamos que as chances de sairmos desta zona ingrata em que nos encontramos tendem a aumentar. Aumenta porque ele é um cara que conhece o clube como ninguém. Foi campeão dentro e fora de campo, e sabe muito bem o que deve ser feito numa situação como essa. Não havia no mercado de treinadores alguém mais capacitado do que ele para o cargo. Aliás, já deveriam ter trazido ele há muito tempo.

Evidentemente, tem gente chata que vai falar: "Sim, mas o que o Goiano fez de bom depois que saiu do Figueirense?". Realmente não fez nada. Passou por diversos clubes e não teve um trabalho que pudesse ser comparado ou pelo menos tenha chegado aos pés do que ele fez aqui. Mas o que ele construiu no alvinegro é o que importa, e por isso está de volta. Foi ele o responsável por montar um dos melhores times que vimos nos últimos tempos e, foi ele, também, o treinador que nos colocou novamente na série A do campeonato brasileiro. Isso marcou, e como, tanto é que o torcedor se revoltou com a sua demissão, protestou - como nunca visto antes na história do clube - e não se conformou com a absurda decisão da diretoria.

Creio e ao mesmo tempo torço para que neste retorno ao Figueirense ninguém (dirigente, investidor, empresário de futebol etc) tenha a audácia ou a coragem de importunar o trabalho do Goiano, tentando entrar nos vestiários para dar palpites na escalação, como acontecia anteriormente. Deixem o cara trabalhar sossegado, até porque capacidade ele tem e todos nós somos prova disso.

Imprensa, torcedores, pessoas ligadas ao mundo do futebol aprovaram a contratação do Goiano. Existem os enfermeiros, cupinchas de alguns cirurgiões, que devem estar se mordendo, indignados com o retorno do capitão, e agora não sabem o que falar. Mas esses não devem ser ouvidos, escutados ou muito menos lidos, até porque não entendem absolutamente nada de futebol; são meros oportunistas, cujas opiniões não valem nada, ou melhor, valem sim, menos de 1 centavo.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

E o "capitão" voltou...

A luz no fim do túnel voltou a acender

Depois de um longo e tenebroso inverno, o Figueirense voltou a vencer no Scarpelli.  Foi, sem dúvida, nossa melhor partida no campeonato brasileiro. O Coritiba, adversário direto na luta contra o rebaixamento, não foi páreo diante do futebol apresentado pelo alvinegro. Desde o primeiro minuto percebeu-se um time diferente daquele que vinha jogando, não apenas com outros jogadores como titulares, mas com outra postura, com vontade efetivamente de vencer. Quem dera se jogássemos sempre assim. Certamente não estaríamos na situação em que nos encontramos atualmente.

Abel Ribeiro, que assumiu interinamente o comando da equipe após a demissão de Hélio dos Anjos, providenciou algumas mudanças no time titular: Edson Henrique entrou, fez sua estreia na zaga ao lado de João Paulo e foi muito bem, surpreendeu; Hélder, que há muito tempo não figurava entre os titulares, se destacou na lateral-esquerda; já o velhinho Fernandes, cuja qualidade dispensa comentários, foi para este que vos escreve o melhor em campo ao lado do Aloísio. Abel acertou em cheio nas alterações.

Desta vez todo mundo jogou bem. Nenhum jogador se destacou de forma negativa. Houve uma falha ou outra no sistema defensivo da equipe, principalmente no lance do gol do Coritiba, mas no restante da partida tudo correu com naturalidade. Se levarmos em consideração tudo aquilo que vinha sendo apresentado, ou melhor, que não vinha sendo apresentado anteriormente, neste jogo contra os paranaenses fomos perfeitos.

O destaque, claro, vai para o Aloísio. O Boi Bandido não tomou conhecimento do Coxa, fez três belíssimos gols e ainda por cima pediu música no Fantástico - Papa Terra, de João Medalha. O atacante alvinegro lembrou aquele do campeonato catarinense, que arrebentava com seus adversários e resolvia os jogos fazendo muitos gols, belos gols.

Mas não há muito o que comemorar. Trata-se apenas de uma vitória, a terceira em dezoito jogos. Amanhã enfrentaremos o Náutico, no Recife. Jogo difícil e ao mesmo tempo de suma importância para tentarmos uma recuperação na tabela de classificação. Dependendo dos resultados dos outros jogos, quem diria, com uma vitória podemos acabar a rodada fora da zona de rebaixamento.

Tomara que este jogo contra o Coritiba tenha sido um divisor de águas para o Figueirense. Vamos torcer para que as coisas tenham mudado para melhor.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

A hora e a vez de Márcio Goiano?


A informação é a seguinte: Márcio Goiano tem tudo para ser o novo treinador do Figueirense; Hélio dos Anjos não permanecerá no cargo, foi demitido agora pouco. A eliminação de ontem da Copa Sul-Americana para o Atlético/GO foi a gota d'água.

Em relação ao Goiano, por enquanto não há nada oficial, tanto por parte do clube como, também, dos representantes do treinador - já deve estar tudo apalavrado entre as partes, com certeza -, mas tudo leva crer que sua contratação seja confirmada ainda hoje, ou no mais tardar neste final de semana. Há quem diga que ele será apresentado amanhã. O contrato dele deve ter duração até dezembro de 2013, independentemente se permanecermos ou não na série A.

Considero o retorno do Goiano uma boa para o Figueirense, é o nome da vez. Na verdade ele deveria ter vindo antes, à época da contratação do Hélio dos Anjos e, talvez, quem sabe, quando trouxeram o Argel Fucks. É importante ressaltar que a sua chegada não significa que as coisas mudarão da água para o vinho, pelo contrário. As dificuldades para se trabalhar com este elenco serão as mesmas. O capitão não terá uma vida fácil até o final do ano. Se não der para se manter na série A - temos que ser realistas, a situação é extremamente complicada -, que ele pelo menos tenha condições de trabalho para montar um time decente, principalmente com aqueles jogadores que provavelmente ficarão no ano que vem.

Márcio Goiano saiu daqui chutado, escorraçado por alguns dirigentes do Figueirense. Jamais esqueceremos o que fizeram com ele. Mandaram-no à mesa de cirurgia sem ao menos ter o direito de receber uma anestesia. Sentiu na pele a fúria e o ódio de alguns que aparentemente demostravam ser seus "amigos". O torcedor alvinegro ficou revoltado, prova disso foi a manifestação jamais vista na cidade e, quiçá no Brasil, de apoio a um treinador. Aliás, muito mais do que apenas um simples treinador, um treinador vitorioso e, acima de tudo, uma pessoa com o nome marcado na história do clube; um vencedor.

Viúva do Goiano? Sim! Fui, continuo sendo e não me arrependo nem um pouco disso. Vamos torcer para que ele volte.

Figueirense: na lama e encalhado


Sem mais!

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Pizzaria Scarpelli


Ontem à noite, sob protestos de um bom número de torcedores alvinegros (em sua maioria integrantes da Gaviões Alvinegros), os conselheiros do Figueirense se reuniram no Scarpelli para decidir o que todos já imaginavam - eu pelo menos imaginava -, ou seja, a permanência da Alliance Sports e, também, do presidente do clube, Nestor Lodetti. Tirando o empresário Eduardo Uram, que já havia sido afastado há cerca de um mês, os demais permanecem. A diferença, no entanto, é que desta vez uma espécie de conselho gestor auxiliará na administração do clube até o final do ano. Os pizzaiolos (conselheiros) optaram em uma reconciliação - fajuta, no meu ponto de vista - ao invés de decidirem pela saída dos citados anteriormente.

Segundo o presidente do Conselho Deliberativo do clube (inoperante, omisso e que não serve para nada), Dr. Júlio Gonçalves, o conselho gestor, que ainda não se tem a informação dos integrantes, terá como função principal trabalhar junto à Alliance no dia a dia do Figueirense, para tentar reverter a situação calamitosa que o clube está passando. (Fonte)

Depois de atolar o Figueirense na lama, a Alliance continua como parceira do clube - ser avalista de empréstimos bancários é ser parceiro do clube, incrível. Mas a partir de agora a empresa passará a ter a supervisão de alguns conselheiros, que certamente desta vez não vão deixar nada passar desapercebido (tenho que rir).

Algo que ainda não foi definido diz respeito ao contrato com a Alliance. Passados praticamente dois anos, ou mais, desde que a empresa se tornou "parceira" do Figueirense, até o presente momento, pasmem, o bendito contrato não foi analisado e/ou discutido. Para isso, um escritório de advocacia foi contratado para fazer um relatório mais abalizado do mesmo. Vem cá, me diz uma coisa: Para que serve, então, o departamento jurídico do clube? Existe?

Na minha humilde opinião não muda nada, absolutamente nada. Tudo continua da mesma forma como está, ou estava: O Conselho Deliberativo - representado, agora, por um conselho gestor - sem força, medíocre; presidente do clube cada vez mais Rainha da Inglaterra, em breve será coroado; e, Alliance, mandando e desmandando na administração do Figueirense.

LAMENTÁVEL!!!

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Um a menos...


Um perna de pau a menos... Agora faltam cerca de quinze companheiros  - também pernas de pau - seguirem o mesmo caminho, ou seja, debandar daqui e aportar em algum lugar bem longe, extremamente distante do Scarpelli, de preferência do outro lado do mundo. A lista de "craques" é grande, enorme, gigantesca, mas, se Deus quiser, um dia eles somem.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Se revoltem com o que é certo


Não entendi e continuo não entendendo o motivo da revolta de alguns torcedores alvinegros com a comemoração "enterra defunto" que o Marquinhos Santos, ex-jogador do co-irmão, agora no Grêmio, fez no último domingo na vitória do time dele sobre o Figueirense. Afinal, qual o problema na comemoração do "ídolo" da torcida do time do mangue? Ele está mais do que certo. No ano passado, quando o Ygor fez o mesmo naquele clássico do campeonato brasileiro que perdemos de virada para o leão banguela no Scarpelli, os mesmos que hoje criticam à época acharam graça, riram e vibraram. Hipócritas, vocês são extremamente hipócritas. Ficam revoltados, chateados, putos somente quando tocam em suas feridas. O futebol está ficando sem graça por causa de vocês.

Em relação ao papelão que alguns integrantes da "rádio" oficial do Figueirense fizeram, que acabou virando chacota em todo o estado, e até mesmo a nível nacional, com comentários abalizados sobre a comemoração do Anjo Loiro - "Essa cambada de urubu de blogs, portais...""Tem hora que você tem que tratar igual cocô de cachorro, desvia", "É reserva do Bayer Lever'krussen', do Grêmu..." - não vou perder meu precioso tempo emitindo uma opinião acerca do lamentável episódio, até porque tenho coisas muito mais importantes para fazer.

Todo mundo sabe a minha opinião sobre o Marquinhos Santos. Acho ele um jogador, ou melhor, um cidadão de índole, digamos, desconfiável, se compararmos, por exemplo, ao ídolo do nosso time, Fernandes. Na verdade, um nem se compara ao outro. Só que neste caso, especificamente, não tiro a razão dele e, sendo assim, não utilizarei este espaço para criticá-lo. 

Por fim, se os torcedores alvinegros acreditam piamente que a imprensa trata o Figueirense de uma forma diferente da que trata o Bvaí, do outro lado eles pensam a mesma coisa, só que olhando e analisando, claro, pelo lado deles. Isso acontece em qualquer cidade que tenha uma rivalidade entre no mínimo dois clubes da mesma grandeza. Ambos (torcedores) sempre vão achar que o seu clube está sendo mais prejudicado e mais perseguido do que o rival.

A derrota, quer dizer, a goleada sofrida para o Grêmio foi colocada de lado por causa da comemoração do Marquinhos Santos. Não percam o foco, critiquem as coisas que realmente devem ser criticadas. O tempo está passando e nada está sendo feito para que a situação lamentável que o nosso time está passando se reverta. Sejam inteligentes, não percam tempo com coisas insignificantes e que não levam a lugar nenhum.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

O arquiteto de uma obra em ruínas deve sair


Quando é que o Arquiteto, o causador dessa palhaçada, desse imbróglio, o grande responsável por toda confusão em que o Figueirense se meteu vai pedir para sair ou ser destituído do seu cargo, por intermédio de alguma ação - sabe-se lá como, não interessa agora - dos integrantes do Conselho Deliberativo do clube? Ao invés de ficarem fazendo sala em eventos que não levam a nada, quando é que essas múmias vão fazer algo de verdade em prol do Figueirense? Somente agora, depois de dois anos que o contrato foi apresentado a eles, os nobres resolvem se mexer e discutir as cláusulas do mesmo? Vou te contar...

Aliás, gostaria de aproveitar a oportunidade, o ensejo para mandar um forte e efusivo abraço a todos que um dia tiveram a audácia de apoiar nosso querido presidente: ABRAÇO!!! Vocês, meus caros, se merecem. Nessas horas dá um tremendo orgulho olhar para trás e saber que um dia fui chamado ou taxado de corneteiro.

Criador versus criatura


"Dr. Henry Frankenstein, um jovem e obstinado cientista, acompanhado do corcunda Fritz, seu leal assistente, vã a um cemitério e desenterram um cadáver para levarem-no ao laboratório num moinho abandonado one ele guarda os corpos de mortos recentes. No caminho avistam o cadáver de um homem enforcado em uma árvore. O Dr. Frankenstein, decidido provar suas teorias de criar vida a partir dos mortos, constrói um corpo de partes de vários cadáveres que ele recolhe com a ajuda de Fritz. Quando só falta o cérebro para que seja finalizada a criatura, o doutor pede à Fritz que vá a uma faculdade e roube um. No entanto, o assistente acaba trazendo uma redoma com o cérebro de um assassino, sem que o doutor saiba.

Enquanto isso, a noiva, o pau e um amigo da faculdade se preocupam com a saúde de Frankenstein e contatam um antigo professor dele, que lhes conta as experiências proibidas que Frankenstein vinha realizando e que causaram a sua expulsão da faculdade. Eles vão até o laboratório de Frankenstein e chegam bem na hora em que a criação da vida vai ocorrer. O doutor ergue o corpo da criatura numa enorme plataforma suspensa, que recebe a energia de um relâmpago, chamado de 'raio primordial' pelo cientista, que acredita que o segredo da vida encontra-se neste fenômeno que origina a eletricidade que existe no cérebro dos seres vivos. A experiência é um sucesso e a criatura vive. Mas logo aparecem os impulsos assassinos do cérebro revivido e a criatura começa a matar várias pessoas graças à sua imensa força. O doutor Frankenstein então se dá conta da natureza aterradora de seu trabalho e, no final, há o emblemático confronto entre criador e criatura." (Fonte)

A história acima é a sinopse do filme Frankenstein, de 1931. Sim, mas o que isso tem a ver com o Figueirense?

Leiam novamente o que eu destaquei em negrito e, posteriormente, tentem raciocinar da mesma forma que este que vos escreve: "Mas logo aparecem os impulsos assassinos do cérebro revivido e a criatura começa a matar várias pessoas graças à sua imensa força. O doutor Frankenstein então se dá conta da natureza aterradora de seu trabalho e, no final, há o emblemático confronto entre criador e criatura."

Vocês acham, caros amigos alvinegros, que o buraco em que o Figueirense se meteu e que, convenhamos, dificilmente vai sair, tem como culpados, apenas, Wilfredo Brillinger, Leonardo Moura e Marcos Moura Teixeira? Claro que não. Eles são os menos culpados de tudo, pois os verdadeiros culpados são outros.

No meu ponto de vista existem dois culpados: Conselho Deliberativo - omisso e inoperante, não serve para nada, meros fantoches (múmias) - e, principalmente, o presidente do clube, Nestor Lodetti; o Dr. Frankenstein da história, que levou a criatura (Wilfredo e cia.) para o Figueirense e que agora passa pela indigesta situação de ter que enfrentá-lo.

Ele é o culpado; ele que tem que levar a culpa de tudo; ele é quem tem que arcar com as consequências; ele é que deve ser considerado o responsável pela situação em que o Figueirense se encontra. Inadmissível um clube do tamanho, da importância do Figueirense ser presidido por alguém incapaz de fazê-lo.

Independentemente se o Figueirense permanecer na série A, se cair para a série B, e se o pessoal da Aliance Sports ficar ou pedir o seu boné, ele (presidente Nestor Lodetti) TEM QUE SAIR, TEM QUE SER DESTITUÍDO DO CARGO, TEM QUE SER AFASTADO DO CLUBE etc, urgentemente.

PS: Esta postagem escrevi há cerca de duas semanas, mas somente agora resolvi publicá-la.